quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Situação do ecstasy e dos solventes no Brasil.

Ecstasy:
O Brasil assistiu no ano passado a um aumento significativo na apreensão de novos tipos de ecstasy, cujo risco é pouco conhecido, pois usam princípio ativo diferente. A mudança na fórmula da droga tem como objetivo fugir da lista de substâncias proibidas das vigilâncias sanitárias de todo o mundo.
Os tradicionais princípios ativos usados no ecstasy são o MDMA e o MDA, proibidos desde a década de 1980 no Brasil e no mundo. Para fugir da legislação sanitária, traficantes europeus passaram a produzir comprimidos com substâncias que causam efeitos semelhantes aos dos ativos originais e que não estivessem na lista de produtos proibidos, conhecido como o ecstasy "genérico". As drogas que passaram a substituir as substâncias proibidas são o mCPP, BZP e TFMPP, iniciais de princípios ativos. No Brasil, a primeira apreensão deste tipo feita pela Polícia Federal foi em 2006: um comprimido no Estado de Mato Grosso do Sul. Dois anos depois, o ecstasy "genérico" apareceu em sete Estados do país. No ano passado, foram apreendidos até maio 14.127 comprimidos do tipo, o que representa 28% do total apreendido pela PF. Depois do crescimento das apreensões, a polícia solicitou à Anvisa a listagem das substâncias --termo usado para proibição ou controle do uso de produtos. O mCPP foi proibido em novembro de 2008, enquanto o BZP e o TFMPP, em fevereiro do ano passado.

Solventes:
O uso de solventes, para fins de abuso, é no Brasil uma questão de saúde pública pela extensão que os dados epidemiológicos apontam. No recente Levantamento Domiciliar realizado pelo CEBRID em 2001, que mostra o uso de drogas pela população em geral, os dados revelam que as porcentagens de uso na vida de solventes ficam atrás apenas do Reino Unido e EUA. Depois do álcool, tabaco e da maconha são as principais drogas consumidas no Brasil, 5,8% da população já fez uso pelo menos uma vez na vida. Outros levantamentos realizados em segmentos da população brasileira também mostram que essa é uma questão importante. Assim, entre os estudantes de 27 capitais deles já haviam feito uso na vida de solventes, a primeira com mais uso na vida entre os estudantes, quando se exclui da análise o álcool e o tabaco. O uso na vida entre crianças e adolescentes em situação de rua,os brasileiros, foram de 26,6% em 2003. De acordo com o II Levantamento Domiciliar sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil - estudo envolvendo as 108 maiores cidades do país, realizado em 2005 pela Secretaria Nacional Antidrogas – Senad em parceria com o Cebrid/Unifesp e que envolveu 7.939 pessoas, entre 12 e 65 anos - revelou que o total de usuários de Solventes foi bem maior para o sexo masculino (10,3%) do que para o feminino (3,3%). A maior prevalência masculina ocorreu em todas as faixas etárias com exceção daquela de 12 – 17 anos. A maior quantidade de entrevistados relatando uso na vida ocorreu na faixa etária de 18 – 24 anos.
G2


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